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Matéria Publicada em: 06/10/2017

ESTUDO NA CONAB MOSTRA A EVOLUÇÃO DOS CUSTOS DO ARROZ NO RS DESDE 2006



Estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que a participação expressiva do maquinário nos gastos se deve ao uso em solos úmidos ou alagados, condição que propicia maior desgaste, e à alta abrasividade do arroz em casca, que

A manutenção das máquinas agrícolas e o uso de sementes, fertilizantes e agrotóxicos no cultivo de arroz são os principais itens que compõem os custos de produção deste cereal no principal estado produtor: o Rio Grande do Sul. Estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que a participação expressiva do maquinário nos gastos se deve ao uso em solos úmidos ou alagados, condição que propicia maior desgaste, e à alta abrasividade do arroz em casca, que provoca a degradação dos equipamentos de colheita e secagem.

O trabalho, entitulado “Evolução dos custos de produção e rentabilidade do arroz irrigado gaúcho nos anos-safra 2006/07 a 2016/17”, mostra que as máquinas representam 20,67%, 18,13% e 19,78% dos custos de produção em Cachoeira do Sul, Itaqui/Uruguaiana e Pelotas, respectivamente. Já sementes, fertilizantes e agrotóxicos correspondem a 28,71% dos custos em Cachoeira do Sul, 33,02% em Itaqui/Uruguaiana e 26,24% em Pelotas.

Na análise de rentabilidade, o estudo revela que a partir da safra 12/13 os indicadores foram positivos nas localidades analisadas. De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, os preços recebidos pelos produtores têm relação direta com a localização geográfica da produção, com a logística e com o comportamento da produtividade. “A receita bruta positiva do produtor também está relacionada com os resultados na implementação dos novos pacotes tecnológicos. O aumento nos custos operacionais é compensado pelo incremento da sua lucratividade”, ressalta.

Para a escolha das cidades analisadas o estudo considerou, principalmente, as diferenças regionais quanto a clima, solo, condições mercadológicas e logística. Foram eleitas as localidades de Uruguaiana, representando a Fronteira Oeste; Cachoeira do Sul como representante da Depressão Central do estado; Pelotas, representando a zona Sul; e Santo Antônio da Patrulha, representando a Planície Costeira Externa do estado. Em função do período em análise, foram levados em conta três municípios: Cachoeira do Sul, Itaqui/Uruguaiana e Pelotas.

A inclusão de dados nacionais no trabalho posiciona o Brasil como 6º maior produtor mundial de arroz em casca, com 1,78% da produção do planeta. O país é também o maior mercado consumidor fora da Ásia e o 18º do mundo em relação à produtividade média. Nos dois maiores estados produtores brasileiros, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a produtividade gira em torno de 7 mil kgs por hectare.

O estudo completo está em www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_10_02_10_10_32_11_compendio_de_estudos_conab_arrozgaucho_2017_revisado.pdf

Fonte: Conab

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