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Matéria Publicada em: 09/09/2020

PREÇO DO MILHO SOBE NA B3 NESTA 3ªFEIRA E ANALISTA APONTA "MOMENTO BOM PARA VENDER"



A terça-feira (08) terminou com os preços do milho se movimentando nos dois sentidos no mercado físico brasileiro.

A terça-feira (08) chega ao final com os preços do milho se movimentando nos dois sentidos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Cândido Mota/SP (0,99%), Londrina/PR (1,03%) e Brasília/DF (3,23%). Já as desvalorizações apareceram nas praças do Oeste da Bahia (1%), Campinas/SP (1,67%), Ponta Grossa/PR (1,89%) e São Gabriel do Oeste/MS (2,08%).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho teve poucos negócios no final da semana anterior. “De todo modo, o comprador está menos ativo e cauteloso com o início da colheita norte-americana e a volatilidade do câmbio, negociando apenas volumes necessários”. Ainda nesta terça-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, após os preços atingirem recordes nominais no fim de agosto, o movimento de alta se enfraqueceu nos últimos dias.

“Enquanto a restrição da oferta e a demanda aquecida deram o tom altista no mês passado, neste início de setembro, a reta final da colheita da segunda safra e a maior pressão de compradores limitaram os aumentos. Em algumas regiões, inclusive, já foram registradas pequenas quedas nos valores”. Segundo colaboradores do Cepea, com o bom andamento da colheita da segunda safra, produtores retomaram as negociações e voltaram a fixar mercadoria nas cooperativas. “A necessidade de fazer caixa, devido à proximidade do vencimento de dívidas de custeio, e o início do semeio da safra verão podem elevar ainda mais o interesse de produtores em negociar”.

Do lado dos consumidores, a nota destaca que, após realizarem aquisições a patamares elevados de preços, muitos indicam estar abastecidos para o curto prazo e aguardam desvalorizações mais significativas, negociando apenas lotes pontuais. Assim, entre 28 de agosto e 4 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas/SP) caiu 3,1% na sexta-feira, 4. 

A Scot Consultoria destaca ainda que, os preços do milho dispararam no mercado brasileiro em agosto. “A demanda interna firme e as exportações aquecidas, favorecidas pelo câmbio, foram os principais fatores de alta nas cotações no mercado brasileiro”, dizem os analistas. Já para o curto e médio prazo (setembro), a expectativa é de que a procura pelo cereal continue aquecida, no entanto, o câmbio caindo impacta negativamente sobre as exportações e, consequentemente, os preços em reais.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,30% e 2,90% por volta das 16h21 (horário de Brasília). O dólar também ganhou força ante ao real nesta terça-feira e deu sustentação aos preços do cereal brasileiro. Por volta das 16h41 (horário de Brasília), a moeda americana subia 1,14% e era cotada à R$ 5,36.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho esteve em alta na B3 porque o mercado estava um pouco melhor. “O câmbio a maior parte do tempo em leve alta e Chicago, que vinha com liquidação e leve baixa, pegou carona nos embarques americanos”, diz. Apesar disso, Brandalizze alerta que o atual patamar de preços da Bolsa Brasileira está bastante abaixo do que já foi apresentado há duas semanas.

“Está naquele momento que a gente sempre aponta do cavalinho selado. Nós temos mais duas ou três semanas de compras importantes pelo setor de ração, depois eles vão se acomodando e ficam compras localizadas. Pra quem tem milho pra vender nós estamos naquele momento que seria um momento bom para vender”, aponta o analista. De acordo com a consultoria SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho retoma os negócios após o feriado de Independência em ritmo lento. “Os compradores aguardam o posicionamento dos produtores quanto à manutenção ou não, das fixações de venda do cereal, o que contribuiu para um movimento de queda nas cotações na última semana”.

“Houve pouco interesse dos compradores, com os consumidores não muito presentes. A expectativa é ver como será a fixação dos produtores nesta semana, para ver se haverá o incremento na oferta como o visto na semana passada, que derrubou os preços”, diz o analista de mercado da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ainda de acordo com a consultoria, a comercialização da segunda safra 2020 de milho no Brasil atingiu 62,6% da produção prevista de 73,479 milhões de toneladas. Enquanto que em setembro do ano passado ela estava mais lenta, atingindo 56,7%.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a terça-feira (08) contabilizando ganhos para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,50 e 3,75 pontos ao final do dia.Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,15% para o setembro/20, de 0,84% para o dezembro/20, de 1,09% para o março/21 e de 1,07% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho subiram em Chicago nesta terça-feira apoiados pelas expectativas do mercado de redução na qualidade das lavouras norte-americanas no próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Analistas consultados pela Reuters, em média, esperavam que o USDA classificasse 61% da safra de milho dos Estados Unidos com boa ou excelente, 1 ponto percentual abaixo da semana anterior. Da mesma forma, esperam que o Departamento reduza suas estimativas de produção de milho no relatório mensal de oferta e demanda”, relata Julie Ingwersen da Reuters Chicago.                      

Fonte: Notícias Agrícolas

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