
O mercado da soja já testou os dois lados da tabela no pregão desta sexta-feira (24), mas no início da tarde, os preços voltaram a subir e, por volta de 12h30 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos de 3,50 a 5,75 pontos nos principais vencimentos.
Os futuros da oleaginosa retomaram o fôlego mesmo diante da baixa agressiva do trigo, de mais de 3% em função das expectativas de um acordo para a reabertura dos corredores do Mar Negro, e do óleo de soja, que acompanha a realização de lucros do petróleo, após a disparada da sessão anterior de mais de 6%.
O mercado continua encontrando suporte na valorização dos derivados, hoje em especial do farelo, na preocupação com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos durante uma fase decisiva do ciclo e no reposicionamento técnico dos fundos.
Embora boa parte das áreas produtoras tenha recebido chuvas nas últimas semanas, há preocupação com temperaturas elevadas e a possibilidade de redução da umidade em algumas regiões durante o período de enchimento de grãos, etapa considerada determinante para a definição do potencial produtivo da safra norte-americana.
No campo da demanda, os investidores permanecem atentos ao ritmo das exportações dos Estados Unidos e às compras chinesas. Embora ainda não haja novidades expressivas nesta sexta-feira, qualquer confirmação de novos negócios poderá reforçar o movimento altista, especialmente em um momento em que os fundos ampliam suas posições compradas diante da melhora do cenário técnico do mercado.
Após renovar máximas recentes ao longo da semana, Chicago entra na última sessão semanal sustentada por um conjunto de fatores que combina fundamentos positivos e compras técnicas. A expectativa dos participantes agora permanece voltada para a evolução do clima nos Estados Unidos nas próximas semanas, fator que deverá continuar ditando o comportamento das cotações durante o restante de julho e o início de agosto.
"A perspectiva de clima quente e seco no Meio-Oeste continua animando os compradores, aumentando as preocupações com a potencial perda de produtividade, visto que a safra de soja se aproxima da fase crítica de formação e enchimento das vagens em agosto. Com os estoques de soja dos EUA já projetados para diminuir no próximo ano em meio à forte demanda, menores rendimentos apertariam ainda mais o equilíbrio entre oferta e demanda", afirmam os analistas de mercado do portal internacional Farm Futures.
Fonte: Notícias Agrícolas