
O mercado da soja na Bolsa de Chicago opera com leves altas na manhã desta quarta-feira (9). Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam de 2,75 a 3,75 pontos.
Ainda na manhã desta quarta, altas também eram registradas para milho, farelo, óleo de soja e trigo, todos contribuindo para os ganhos da soja em grão.
No radar dos fundamentos, o clima na reta final das lavouras norte-americanas segue sendo o foco. Os operadores precificam o impacto das condições meteorológicas sobre o peso final dos grãos para a safra 2026/27, avaliando se os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vão confirmar uma safra cheia ou trazer surpresas. O novo boletim mensal de oferta e demanda chega nesta sexta-feira, dia 11.
Da porteira para fora, a geopolítica dita a aversão ao risco. As oscilações bruscas no mercado de energia, puxadas pelo petróleo, e as tensões comerciais globais limitam movimentos mais fortes dos fundos de investimento.
Para o produtor brasileiro, o cenário exige atenção máxima ao planejamento. O mercado tira o pé do acelerador e evita posições agressivas enquanto aguarda o novo boletim de oferta e demanda do USDA, que trará a fotografia atualizada da safra dos EUA. Ao mesmo tempo, o produtor já inicia os trabalhos de campo onde o vazio sanitário terminou e, principalmente, onde as chuvas já são boas o bastante para os trabalhos de campo.
No Brasil, o momento é de cruzar dados e fazer contas. Com os ganhos modestos em Chicago e o dólar orbitando, o produtor deve ficar atento às janelas de oportunidade nos portos para garantir margem, tanto para o que resta da safra velha quanto para travar a safra nova.
Fonte: Notícias Agrícolas